Valorização dos imóveis no ES chega a 144% no período de 10 anos

Pesquisa de desempenho do mercado imobiliário divulgada pela Ademi-ES analisou preços de venda dos imóveis na época do lançamento e comparou com valores praticados atualmente.

A segunda edição da pesquisa “Desempenho do Mercado Imobiliário Capixaba em 10 anos”, realizada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES) e divulgada nesta segunda-feira (7), mostrou um cenário de valorização crescente dos imóveis no Espírito Santo, registrada nos 10 últimos anos, com patamares chegando a 144,60%.

A pesquisa faz uma análise sobre o comportamento do setor no período de 2012 a 2022 e contou com o apoio da Brain Inteligência Estratégica. Foram analisados imóveis residenciais nas tipologias de 1, 2, 3 e 4 quartos, de médio e alto padrão, lançados em 2012 e localizados em Vitória e Vila Velha. Segundo o presidente da Ademi-ES, Eduardo Fontes, Serra e Cariacica não entraram na pesquisa por terem um volume reduzido de lançamentos na época.

A maior Valorização Imobiliária (VI) registrada nesse período foi em Itapoã, Vila Velha, com 144,60%. Em seguida, está a Praia da Costa, também no município canela-verde, com VI de 134,53% para unidades localizadas no bairro. Isso significa que um imóvel de três quartos em Itapoã, vendido a R$ 386 mil em 2012, atualmente tem um valor de R$ 944.156 no mercado de imóveis prontos.

Em terceiro, está a Praia do Canto, com 128,01%, que também foi o bairro de Vitória que atingiu a maior valorização da capital. Ou seja, um apartamento de quatro quartos, localizado no bairro, que tinha como preço inicial de venda R$ 900 mil, em 2012, hoje, esse mesmo imóvel é avaliado em R$ 2.052.090.

Em quarto lugar ficou Barro Vermelho (123,90%), seguido de Itaparica (117,55%), em Vila Velha, e retornando a Vitória: Jardim Camburi (95,36%) e Bento Ferreira (79,44%).

Rentabilidade maior
Para o presidente da Ademi-ES, Eduardo Fontes, isso mostra a resiliência do mercado imobiliário do Espírito Santo, mesmo em uma década conturbada política e economicamente. Essa análise mostrou ainda uma rentabilidade do Imóvel (RI) maior do que indicadores econômicos tradicionais, de 149,51%, contra 123,18% do CDI, 85,83% do Ibovespa e 84,08% do IPCA.

A RI é calculada considerando a valorização imobiliária, mais uma taxa de retorno com aluguel. A taxa de aluguel foi calculada levando em conta retorno de 0,35% ao mês e uma vacância de 10%.

“O imóvel mostra que é um bom negócio quando se adiciona o valor do aluguel. E, ao analisar os índices, obteve uma rentabilidade superior às aplicações financeiras. Afinal, o imóvel, nesses 10 anos, teve variação positiva, ao contrário dos investimentos, que tiveram picos e baixas muito grandes no mesmo período”, observa.

De acordo com a análise da Brain Inteligência Estratégica, o bom desempenho do setor deve-se a fatores diversos, sendo o mais relevante a relação risco-retorno. “O imóvel é um dos ativos mais seguros, com retornos elevados, porém de risco baixo. Em cenários de instabilidade econômica, o investimento em imóveis preserva e aumenta o patrimônio. Aliás, os imóveis constituem a maior classe de ativo do mundo. São mais de 330 trilhões de dólares, entre imóveis residenciais, agrícolas (fazendas e sítios) e comerciais (salas, lojas, galpões, shopping, hotéis)”, destaca o CEO da Brain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo.

Fonte: Karine Nobre – Portal A Gazeta

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